Eu tinha tanto pra escrever. Tanta coisa passando pela cabeça… como um turbilhão. Mas não escrevo, como não poderia deixar de ser. Tô mudando, tô mudando. Vejam só, cá estou eu escrevendo. Lendo mais, escrevendo mais, procurando estudar mais.
Quero virar gente… Não sei se é esse espírito Final de Ano ou a maioridade que chegou, só sei que ansiedade aqui é mato. Ano novo, vida nova, promessas velhas… algumas novas.. promessas… Não era bem disso que eu queria falar, mas já que aqui estamos, qual o mistério das promessas?
Pra que promessas? Há quem peça promessas (claro, há gente pra tudo), mesmo que inconscientemente, há quem peça. Há quem acredite que porque foi dito, será cumprido… quem dera…. Sim, há quem peça promessas, mas, pôxa vida, eu pedi?? Responda-me. Eu pedi??? A única coisa que eu queria/quero é atitude. Mas certas coisas não se pedem, se esperam, pois deve partir de uma vontade própria. E aí vamos esperando, esperando … esperando… sinto cheiro de decepção. É fatal!
O Ministério do Sentimento adverte: ESPERAR DEMAIS DAS PESSOAS PODE CAUSAR DECEPÇÃO.
O pior é que sempre espero. Ao mesmo tempo que não espero (what??)…. Sei do risco que corro, mas não consigo descareditar. Acreditar demais nas pessoas: defeito ou qualidade?? Ainda não descobri. Só sei que espero… e que confio. Sei que pode me fazer mal. Mas e daí?? Não consigo resistir. Esperar e confiar. Seria um vício??
E esse turbilhão continua. Cinquenta textos mentais escritos num dia. Nenhum texto concreto. Quando sim, parecem não dizer tudo o que era necessário. E esse medo de se jogar??? Discrição e moderação na escrita. Pra que???? Pra quem mais eu deveria me entregar, senão à escrita? Pular de cabeça, me jogar, botar a cara no mundo, a boca no trambone. Ando precisando.. na verdade, ando querendo.
Falar tudo, sabe? Tudo mesmo! Movimento Transparência. Cara limpa. Mas ahh.. é tão difícil. Ando tão sentimentos. Sempre fui sentimentos, mas sempre ancorada na razão. Agora não. Sentimentos, sentimentos e sentimentos. Estão me dominando, me revirando por dentro. E esse turbilhão na cabeça, me virando e revirando, me perdendo e me encontrando.
Mas é isso aí, ano novo, vida nova, anseios novos, cabeça no lugar e o coração sempre a esperar.