Mais uma vez a amizade

É estranho como que uma simples conversa com um amigo faz a tormenta que está na sua cabeça parecer tão banal. Com amigo ninguém pode! Amigos são preciosidades raras em nossa vida, cada vez mais convenço disso. E sou cada vez mais agradecida pelas amizades que tenho. Não me resta dúvidas: Deus me ama demais! Porque eu ainda tão nova e já ter as pessoas que tenho na minha vida, é muito privilégio!

Até agorinha eu estava esperando o momento em que um portal mágico se materializaria na minha frente e me levaria pra um mundo paralelo. Um mundo lindo, florido, cheiroso e quase perfeito (tem que ter alguma aventura do tipo algum vilão tentando tomar o poder, que é pra não ficar sem graça, né?). Mas acabei de crer que esse portal se abriu faz tempo. Se abriu no momento em que conheci cada um dos meus amigos. Esse portal, para mim, se chama amizade.

Não temos escolha, o jeito é escolher

Tenho agora 18 anos, mas me sinto como uma criancinha, insegura e cheia de medos. Talvez na minha infância, ou até há uns dias atrás, eu me sentisse mais segura do que agora. É como se meu futuro nunca estivesse tão perto. Como se agora fosse o momento em que eu deveria tomar todas minhas decisões, as que definirão toda minha vida.

Sei que não é assim. Sei que decisões estão aí para serem tomadas a todo momento. Sei também do risco que corremos de nos arrenpender de certas decisões, mas que nem por isso tudo está perdido, pois uma vez assumidas as consequências do caminho escolhido, temos a chance de fazer novas escolhas. Podemos até, em certos casos, voltar atrás. Mas saber disso tudo não controla esse medo que venho sentindo.

As decepções começaram a tornar-se  mais fortes, mais marcantes. As dúvidas também. Quão angustiantes são as dúvidas!!! Porém, contudo, entretanto, todavia,  não tem como fugir, né??? Se escolhas estão aí pra serem feitas, dúvidas estão aí para botar nossos neurônios em curto circuito. É… isso de ter que escolher muitas vezes é uma tormenta, mas como diria o ditado: “tá no inferno, abraça o capeta!”. Se não não nos resta escolha entre escolher e não escolher, vamos escolher!

E assim tenho levado a vida: enfrentando o que tem pra ser enfrentado. Não é nenhum ato de fortaleza ou heroísmo não, só acho que é mais fácil. A fila de problemas às vezes se torna um pouco grande demais pra gente ficar fugindo de cada um deles. Enfrenta logo e acaba com isso. Não é fácil, eu sei, mas é menos tormentoso que ficar fugindo. Pelo menos é o que acho. E é como diz uma frase que li esses dias: “Se tá num beco sem saída pra que desespero? Não tem saída mesmo.”.  ;)

Talvez esses meus medos e dúvidas sejam só as férias. Muito tempo pra pensar na vida acaba dando nisso. Sabem como é, né? rsrs… Mas vamos em frente! Com dúvidas ou não, decepções ou não, sempre em frente!

A gente cansa, não?

E seu eu disser que cansei? Posso? Acho que sim, né?? Tô mesmo afim de economizar existência. Não me venha pedir pra desperdiçá-la com feiura. Muito menos com a feiura alheia. “Porque a pessoa quando é feia, ela é muito feia”, já dizia minha sábia amiga Jorbs (rsrs).

Turbilhão

Eu tinha tanto pra escrever. Tanta coisa passando pela cabeça… como um turbilhão. Mas não escrevo, como não poderia deixar de ser. Tô mudando, tô mudando. Vejam só, cá estou eu escrevendo. Lendo mais, escrevendo mais, procurando estudar mais.

Quero virar gente… Não sei se é esse espírito Final de Ano ou a maioridade que chegou, só sei que ansiedade aqui é mato. Ano novo, vida nova, promessas velhas… algumas novas.. promessas… Não era bem disso que eu queria falar, mas já que aqui estamos, qual o mistério das promessas?

Pra que promessas? Há quem peça promessas (claro, há gente pra tudo), mesmo que inconscientemente, há quem peça. Há quem acredite que porque foi dito, será cumprido… quem dera…. Sim, há quem peça promessas, mas, pôxa vida, eu pedi?? Responda-me. Eu pedi??? A única coisa que eu queria/quero é atitude. Mas certas coisas não se pedem, se esperam, pois deve partir de uma vontade própria. E aí vamos esperando, esperando … esperando… sinto cheiro de decepção. É fatal!

O Ministério do Sentimento adverte: ESPERAR DEMAIS DAS PESSOAS PODE CAUSAR DECEPÇÃO.

O pior é que sempre espero. Ao mesmo tempo que não espero (what??)…. Sei do risco que corro, mas não consigo descareditar. Acreditar demais nas pessoas: defeito ou qualidade?? Ainda não descobri. Só sei que espero… e que confio. Sei que pode me fazer mal. Mas e daí?? Não consigo resistir. Esperar e confiar. Seria um vício??

E esse turbilhão continua. Cinquenta textos mentais escritos num dia. Nenhum texto concreto. Quando sim, parecem não dizer tudo o que era necessário. E esse medo de se jogar??? Discrição e moderação na escrita. Pra que???? Pra quem mais eu deveria me entregar, senão à escrita? Pular de cabeça, me jogar, botar a cara no mundo, a boca no trambone. Ando precisando.. na verdade, ando querendo.

Falar tudo, sabe? Tudo mesmo! Movimento Transparência. Cara limpa. Mas ahh.. é tão difícil. Ando tão sentimentos. Sempre fui sentimentos, mas sempre ancorada na razão. Agora não. Sentimentos, sentimentos e sentimentos. Estão me dominando, me revirando por dentro. E esse turbilhão na cabeça, me virando e revirando, me perdendo e me encontrando.

Mas é isso aí, ano novo, vida nova, anseios novos, cabeça no lugar e o  coração sempre a esperar.

 

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