Sempre me encantei muito com as pequenas coisas da vida. Um sorriso, um bom dia, uma flor no meio do caminho, o céu mais rosa ou mais laranja, a naturalidade das crianças que vejo por aí, enfim, coisas que a correria cotidiana expulsa do nosso campo de visão. E esse final de semana me marcou bastante justamentepelas coisinhas, enormes dentro de mim, que aconteceram.
Sábado de manhã fui à feira cultural em uma escola ao lado da minha. Tinham grupos de todas as idades, desde o sexto ano até o nono, de modo que o envolvimento dos alunos com os trabalhos que iriam apresentar me chamou bastante a atenção. Os mais velhos apresentavam com aquele ar de que estão ali obrigados mas na verdade tá sendo uma aventura. Já os pequeninos pareciam estar no trabalho da vida deles. Se a escola pediu tem que fazer com toda dedicação. Decoraram tudinho e apresentavam aos professores e aos visitantes como se aquilo valesse a própria vida.
O fato é que adorei ver como cada um, ainda na infância ou pré-adolescência, lida com a fato de ter que se apresentar em público e isso me lembrou muito minha infância.
Mais tarde fui em em festival de sorvete e fiquei encarregada, por um tempo, de servir sorvete de flocos. Quer dizer, eu tava em uma posição que me fez pensar muito, mais do que eu já pensava, na forma como tratamos nosso próximo, afinal em menos de uma minuto eu estava “de cara” com pelo menos duas pessoas. Cada pessoa que passava ali tinha um jeito diferente, é claro, de reagir a esse “cara-a-cara”. Algumas davam um sorrizinho tímido, outras eram mais descontraídas. Tinha os que falavam só “obrigado” e os que até puxavam um papinho, mas tinha também os não diziam nada.
Que todos apresentam reações diferente para cada fato a gente já sabe, mas sentir isso como quem sente todas essas reações foi bastante interessante.
Depois de servir sorvete e ficar um tempinho sem o que fazer fui cuidar do karaokê, e o que posso dizer é que me diverti muuuuito vendo as crianças cantarem. Tinham umas que iam em grupo e “pintavam o sete” com o microfone e tiha os mais corajoso que iam sozinhos, mas a voz se mostrava ainda muito tímida. Foi muito bacana.
No domingo eu fui em outro festival de sorvete, em uma creche. As criancinhas lá já eram conhecidas, revê-los foi bom demais. Vi também meus amigos, oq ue é sempre bom. Teve o teatro do grupo ZAPT, era a peça “O bom mesmo é ser bom!”, que me alegrou demais, além, é claro, da empolgação dos lindinhos e lindinhas de lá. A apresentação foi simplesmente ótima, estão de parabéns! O envolvimento e entrosamento dos integrantes do SETE (Sociedade Espírita de Trabalho e Esperança) também foi admirável. Deixo também meus parabéns.
Pra finalizar com chave de ouro hoje ouvi uma gravação que um menininho de uns 5 anos fez pra amadinha dele, mas que ele não vê mais. É impossível não se desmanchar com a inocência em sua voz. E mais tarde, pensando sobre a vida na pracinha perto da escola, encontrei minhas amigas. Saí correndo que nem uma louca ao encontro delas, conversamos, uma teve que ir embora e eu fui com a que ficou tomar café, comer pão-de-queijo e jogar conversa fora.
E são essas pequenas coisas que constroem minha grande vida.